segunda-feira, 5 de maio de 2008

Fábulas Brasileiras

fonte da imagem www.arteembonecosdepano.com.br

Quebra-barraco, Lacraia, Bola-de-fogo, Tigrão, Moleque-piranha, Créu, Mulher-melancia, Éguinha Pocotó... O que seria isso?
Elementos de uma clássica fábula infantil? Personagens de algum romance de realismo fantástico? Seres mitológicos de uma civilização perdida? Creio que a última opção parece a mais próxima da verdade.
Todas essas alcunhas, por sinal, de uma criatividade exuberante, são apenas parte da cultura funk brasileira. Mas, que dariam ótimos personagens, dariam! Não se pode negar. Imagine:

Papai Bola-de-fogo sempre amou Mamãe-melancia, desde quando ela era só uma sementinha.
O amor do Papai Bola-de-fogo era uma chama linda e eterna, Mamãe-melancia era muito feliz ao seu lado.
Dessa bela união, nasceram o Moleque-piranha, que adorava brincar na água da fonte e comer minhoquinhas, e a Menina Quebra-barraco, que era a mais bagunceira e deixava a casa de pernas para o ar.
Lacraia, Tigrão e Éguinha Pocotó eram os bichinhos de estimação. Sempre muito alegres e saltitantes.
O Bebê Créu foi encontrado perdido na floresta. Ele era bem espertinho: para comer, velocidade cinco; no dever de casa, velocidade um.
O amor e a paz reinavam na bela família.
Viviam felizes e em harmonia, até ninguém mais lembrar que existiam.

Apesar da engenhosidade dessas personagens, acredito que não chegarão ao imaginário popular tal como Chapeuzinho Vermelho ou Os Três Porquinhos. Porém, não se pode ter certeza.
Pergunto-me: Quantas mais personagens fantásticas surgirão nas fábulas brasileiras? Quais “estórias” esta e as próximas gerações ouvirão?
Penso nas respostas e chego a me arrepiar. Lembro do Lobo Mau... Que medo!

6 comentários:

Priscilla Fujiwara disse...

Meu querido, adorei que esteja produzindo tanto!! Continue... estarei de longe acompanhando. Longe, mas perto o suficiente. Mantenha sempre a sua liberdade. Grande abraço!

Debora disse...

Ótimo texto...essa sua linha de pensamento é muito simples e sutil, porém com uma racionalidade incrível e de fácil acesso. Para os educadores em geral são armas no campo de batalha. Tenho muito orgulho de ti e dessa sua nova produção.

Carlinhos disse...

Olá, Priscila.
Que bom que estás a visitar meus espasmos literários!
Espero que estejas bem, principalmente, no Abrigo...
Abraço,

Carlinhos disse...

Olá, Dé, meu anjo!
Que bom que está gostando e, mais importante, me apoiando.
Seu incentivo é uma de minhas maiores motivações! Obrigado por estar ao meu lado.
Beijos,
Te amo!

Anônimo disse...

Nossa! muito engracado o seu texto kk... nao sou muito "proud" da nossa musica funk tmb nao...so serve p/ estragar a beleza da musica brasileira....ainda bem q. as pessoas de fora do pais nao conhecem muito a respeito do nosso funk brasileiro...nao sabia q o funk ainda estava famoso, parece q surgiu um monte de apelidos novos por ai!
bjao bom fim de semana!

Carlinhos disse...

Pois é... o Funk ainda é moda (e uma péssima moda).
E, com certeza, algo pior do que ser conhecido apenas por futebol e carnaval seria ser conhecido pelo funk! Credo! Espero que isso nunca aconteça.

Valeu pela leitura e pelo comentário.
Abração,